Capitais São Paulo e Salvador impulsionam a vantagem de Lula sobre Flávio Bolsonaro
As eleições recentes evidenciaram o protagonismo de São Paulo (SP) e Salvador (BA) na conquista da vitória do presidente Lula (PT) sobre Flávio Bolsonaro (PL). Essas duas capitais, marcadas por denúncias sobre falhas no transporte público no dia do segundo turno, foram responsáveis por uma parte significativa da diferença de votos entre os candidatos. Juntas, elas somaram 5 milhões de votos para Lula, o que representa 27,6% da vantagem total de 5,4 milhões de votos em relação ao adversário.
Em Salvador, o presidente obteve 1.153.809 votos, superando Flávio Bolsonaro por 732.096 votos. Já em São Paulo, Lula garantiu 3.864.354 votos, com uma diferença de 766.431 votos a favor, ambos números absolutos que refletem a força eleitoral nessas regiões. O total combinado desses dois colégios eleitorais ofereceu uma contribuição decisiva para o resultado final.
Outras capitais e regiões também influenciaram o resultado eleitoral
Além de São Paulo e Salvador, outras capitais importantes como Fortaleza (CE), Recife (PE), São Luís (MA), Teresina (PI) e Rio de Janeiro (RJ) também tiveram papel expressivo para consolidar a vitória de Lula. No campo adversário, as maiores vantagens de Flávio Bolsonaro foram registradas em Curitiba (PR), Joinville (SC), Goiânia (GO), Brasília (DF), Campo Grande (MS) e Manaus (AM).
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Problemas no transporte público não afetaram desempenho de Lula nas capitais
O dia da eleição foi marcado por dificuldades no transporte público em São Paulo e Salvador. Na capital paulista, a divergência sobre a quantidade de ônibus em circulação gerou polêmica. A prefeitura, liderada por Ricardo Nunes (MDB) e alinhada a Bolsonaro, defendia a operação da frota de finais de semana, mas a Justiça Eleitoral ordenou a circulação de 100% da frota ativa dos dias úteis. Apesar da determinação judicial, a campanha de Lula relatou que muitos veículos permaneceram nas garagens, inclusive solicitando a prisão do secretário municipal de Mobilidade, Celso Jorge Caldeira, e do presidente da SPTrans, Victor Hugo Borges. O pedido foi rejeitado por um juiz eleitoral, que não identificou flagrante delito.
Em Salvador, a situação foi ainda mais grave. O Tribunal Regional Eleitoral da Bahia (TRE-BA) determinou a prisão do secretário municipal de Mobilidade, Pablo Souza, por não cumprir a ordem de restabelecimento da frota. Cerca de 75 ônibus ficaram parados no início do domingo, enquanto o prefeito Bruno Reis (União Brasil) atribuiu o problema a “questões operacionais” e à presença de adesivos eleitorais nos veículos.
Esses episódios foram levados em consideração pelo PT no pedido de prorrogação da votação. Contudo, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Cristiano Zanin estabeleceu que o processo deveria se encerrar até as 19h.

